Por 600 anos, uma cidade encravada no
deserto da Jordânia foi considerada lenda, como Atlântida ou Tróia. Apesar de
dezenas relatos ancestrais, que descreviam com precisão os monumentos
grandiosos esculpidos em rocha, ninguém foi capaz de localizá-la até o início
do século XIX.
Segundo essas mesmas narrações, Petra surgiu pelas mãos dos nabateus, que apareceram no Oriente por volta do século VI a.C., durante o Império Persa. Segundo os historiadores, os nabateus eram cerca de 10 mil beduínos que viviam do transporte de especiarias.
Segundo essas mesmas narrações, Petra surgiu pelas mãos dos nabateus, que apareceram no Oriente por volta do século VI a.C., durante o Império Persa. Segundo os historiadores, os nabateus eram cerca de 10 mil beduínos que viviam do transporte de especiarias.
Petra é um conjunto
arquitetônico e arqueológico situado na Jordânia (região do Mar Morto). É
composta de várias construções escavadas na rocha.
O nome Petra vem do grego e
significa rocha, pois quando os primeiros nativos chegaram lá, viram muitas
pedras e rochas, o que os fazia chamarem-na de “A Cidade das Rochas”.
Petra
é conhecida como "a cidade rosa" por conta da principal cor das
rochas, mas esta denominação não faz jus à miríade de tonalidades que se pode
observar nas paredes, criando verdadeiras obras de arte naturais.
A escolha do local se explica com
facilidade: segurança em um sítio bem abrigado, existência de água – fator
primordial no deserto –, e a possibilidade de controlar as vias do transporte
caravaneiro: Petra se encontrava no cruzamento das grandes estradas entre Síria
e mar Vermelho, Arábia Feliz e Golfo Pérsico, Índia e Mediterrâneo.
sofisticado sistema
hidráulico com túneis e câmaras de água.
Com a força do tempo, formou-se um corredor de 3 km dentro dos arenitos,
que se tornou o trajeto para o centro de Petra. Com 3 metros de largura e 100
metros de profundidade, essa impressionante garganta desemboca na majestosa
Câmara do Tesouso, a decoração superior desse monumento, considerado uma tumba
real, provavelmente a de Aretas IV, é coberta por uma urna e tudo é talhado na
massa de arenito.
Através de uma fenda rochosa natural, o Siq, que é a entrada principal do leste para a cidade, uma vez extensa negociação, representam uma realização artística unica.
Depois da travessia pelo caminho estreito e
tortuoso, a paisagem se abre progressivamente, para mostrar uma grande
depressão circundada por um conjunto de montanhas. Compreende-se agora por que
era impossível dominá-la militarmente.
Em 64, Petra recebeu o título de metrópole e o poder local foi assumido
por Roma. Em 130, a cidade teria o privilégio de receber o imperador Adriano.
Ignora-se se a ocupação foi feita à força, mas, de fato, a romanização
progressiva resultou de uma forte pressão econômica. Os nabateus eram, antes de
tudo, comerciantes e sabiam, assim como os romanos, que o dinheiro não tinha
apego às origens. Pouco a pouco, a fortaleza do deserto sucumbiria
economicamente face ao gigante romano.
O Palácio de Petra, um templo no estilo helênico, é também chamado de "O Tesouro" ou El-Khazneh, Tem 42m de altura e 30m de largura.
Mais próximo à Câmara do Tesouro, o teatro,
construído pelos nabateus no século I, foi amplamente reformado pelos romanos e
sua aparência assemelha-se às construções do mesmo período encontradas na
Itália.
Esse teatro, no estilo Greco-romano, tinha
capacidade para 4.000 espectadores.
No
século III, Petra, abandonada pelas rotas comerciais, estava em declínio.
Durante o período bizantino, um bispado instalou-se na cidade e utilizou um
templo rupestre como catedral.
Em 363, depois de um forte terremoto que destruiu grande parte da cidade, Petra perdeu definitivamente toda a sua importância. Em 1839, um viajante passou por Petra, executando um conjunto de excelentes gravuras do local. A cidade experimentaria, a partir daí, seu renascimento.
Em 363, depois de um forte terremoto que destruiu grande parte da cidade, Petra perdeu definitivamente toda a sua importância. Em 1839, um viajante passou por Petra, executando um conjunto de excelentes gravuras do local. A cidade experimentaria, a partir daí, seu renascimento.
O
edifício Al-Deir, que ficou conhecido como Monasterio por ter sido utilizado
quando um bispado bizantino instalou-se em Petra.
O
conjunto arquitetônico que compreende os chamados "túmulos reais" em
Petra demonstram uma excelente fusão de arquitetura helenística com a tradição
oriental, marcando um encontro significativo entre Oriente e Ocidente na virada
do primeiro milênio de nossa era.
As tumbas dos
reis esculpidas em arenito.
Peças extraídas
da cidade, que formaram acervo da exposição 'Petra: a Cidade de Pedra Perdida'.
Atualmente, Petra é um dos mais importantes pontos turísticos do Oriente Próximo e do Oriente Médio, mas não se trata de um sítio comum. Considerada patrimônio da Humanidade pela Unesco, não é apenas um conjunto de monumentos antigos, mas também um quadro natural de grande originalidade. A cidade se localiza no sudoeste da Jordânia, na região montanhosa, semidesértica, que domina a oeste a depressão do Arabá. A massa dos arenitos deformados pela idade contrasta singularmente com o platô calcário, massivo e pesado que a sustenta. Dessa época ancestral restam centenas de monumentos, a maioria danificada por tremores de terra consecutivos. Os estilos arquitetônicos variados – assírio, egípcio, helenístico e romano – estão presentes, muitas vezes de forma concomitante, nas tumbas e obeliscos. Petra surpreende em cada trecho de seus 45 km², onde outrora estava a capital de um reino que ousou resistir a Roma.
Referencias:
http://whc.unesco.org/en/list/326






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